Este vídeo traz uma visão de pais e educadores sobre a Pedagogia Waldorf na prática, e os resultados desta prática.
http://www.youtube.com/watch?v=7pOqihSq0Rg&feature=share
Associação Educacional Rosa Azul
Educação Waldorf em Atibaia
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Sete mitos da inserção social do ex-aluno Waldorf
Este é o 1º recorte de uma ampla pesquisa, desenvolvida pelo casal de pais da Escola Waldorf Rudolf Steiner de São Paulo, Wanda Ribeiro (socióloga) e Juan Pablo de Jesus Pereira (engenheiro civil e empresário), que pretende investigar e relatar a trajetória de vida de ex-alunos Waldorf.
A história que os levaram a ela é bastante interessante. Em 1994 Juan Pablo ouviu, por meio de um ex-sócio com quem havia retomado uma sociedade, pela primeira vez em sua vida falar de Rudolf Steiner, de Antroposofia e de Pedagogia Waldorf. A descrição de algumas características desta última deu-lhe um sentimento de já a ter conhecido por toda a sua vida. Uma “paixão à primeira vista”. A partir daí seguiram-se muitas conversas sobre o assunto, leituras e ida às festas juninas e aos “bazares” nas Escolas Waldorf Rudolf Steiner de São Paulo (EWRS) e Francisco de Assis. Em 1998, a ida ao teatro do 8º ano do ano da EWRS acabou por transformar aquela “paixão” em um sólido amor.
Sempre que podia, Juan Pablo falava da Pedagogia nos mais diversos ambientes: em locais de trabalho, com amigos, parentes e, sistematicamente, ouvia as mesmas questões e inquietações: “Ah, com este ‘método’ ” os formados não vão passar no vestibular… não vão conseguir arrumar emprego… essa escola só deve formar artistas…” e muitas, muitas outras questões.
Ele tinha uma certeza “interna” de que nenhuma daquelas afirmações tinha fundamento, mas não tinha como “provar” isto.
O caminho de Wanda foi bastante diverso: Foi por meio de Juan Pablo, também em 1994, que pela primeira vez ela ouviu sobre Pedagogia Waldorf. Para ela, tudo aquilo que ele lhe relatava pareceu muito interessante, porém bastante distante de sua realidade. Além disto foram surgindo algumas dúvidas quanto ao futuro reservado a quem tinha uma formação escolar tão diferente.
Ao freqüentar as referidas festas juninas, os bazares e, finalmente, aquela peça de oitavo ano juntamente com Juan Pablo, surgiram a Wanda outras questões, agora voltadas para âmbitos mais social-antropológicos, tais como: com que visão de mundo os alunos saem dessa escola? Que Pedagogia é essa onde a arte é tão fundamental? Que estarão fazendo agora seus ex-alunos? Que caminhos seguiram? Como estudante de Ciências Sociais na época, veio-lhe a idéia de que essas questões dariam uma ótima pesquisa. Essa intenção, entretanto, acabou sendo adiada por diversos motivos. Apesar de achar que a Pedagogia Waldorf estava distante de sua realidade, os caminhos percorridos na busca de uma escola para o ensino fundamental de sua filha fizeram-na olhar de uma outra forma para a proposta dessa Pedagogia e, então, reconhecer os aspectos pelos quais Juan Pablo tanto se empolgara.
Finalmente, em 2001, o casal finalmente conseguiu colocar a filha, então com 9 anos, no 3º ano da EWRS e, logo a seguir, Juan Pablo começou a participar do Conselho de Pais, tendo trabalhado até o ano de 2004 em praticamente todos os âmbitos possíveis para um pai dentro de uma Escola Waldorf. Qual não foi a sua surpresa, ao freqüentar os âmbitos da Escola, perceber que também ali viviam as mesmas questões e inquietações e não somente em pais novos, o que seria de certa forma até normal, mas também em muitos pais mais antigos e em alguns professores. Isto inquietou-o fortemente durante um bom tempo, culminando com a resolução de que deveria fazer algo a respeito. Percebeu, então, que o caminho seria fazer uma pesquisa com os ex-alunos. Ao comunicar isto à Wanda, “descobriu” que esta era uma idéia que há tempos fazia parte de seus planos.
Decidiram então que, socióloga de formação, Wanda faria uso de seus conhecimentos para elaborar e executar uma pesquisa que se iniciou no segundo semestre de 2003. A investigação foi realizada junto aos ex-alunos, que são os atores do processo e, por isso, os únicos que podem responder com bases “reais” àquelas dúvidas.
Os resultados trouxeram argumentos para suas certezas frente à Pedagogia Waldorf e a vontade de compartilhá-los: “Números não podem expressar a essência do que encontramos nesse caminho e de todos os âmbitos que a Pedagogia Waldorf é capaz de atingir, mas podem dar um aspecto concreto aos resultados”, dizem os pesquisadores.
Sobre a Metodologia
- O campo de investigação escolhido foi a EWRS, primeiro porque é preciso localizar uma pesquisa no tempo e no espaço; segundo, porque ela tem um universo de ex-alunos suficiente para constituir uma base confiável para uma amostra estatística; terceiro, por ser a pioneira no Brasil, tendo diversas gerações de alunos egressos, o que nos dá uma visão mais ampla dos aspectos tratados neste estudo.
- No total foram entrevistados 135 ex-alunos, mas para este primeiro “recorte” trabalhou-se apenas com aqueles que efetivamente concluíram o ensino médio naquela escola. Assim, temos 108 ex-alunos, formados entre 1975 e 2002. Esses anos foram escolhidos porque 1975 foi o ano de formação da primeira turma do colegial. O ano de 2002 foi escolhido como limite, porque era preciso estabelecer um período que significasse um certo tempo de separação da Escola, para analisar a atuação “no mundo”. O número de 108 ex-alunos representa uma amostra com índice de confiança de 95% para uma margem de erro de 10%. Nesse período, segundo informações da própria escola, o total de formandos é de 1.345 alunos.
- A escolha dos entrevistados foi feita ao acaso e teve como fonte três tipos principais de colaboração: a indicação de pessoas fora do âmbito escolar que de alguma forma conheciam ex-alunos por terem trabalhado junto com eles, por conhecerem seus pais, ou alguma outra forma; a indicação dos próprios ex-alunos entrevistados; um “sorteio” realizado pelo Grupo de Ex-Alunos da Escola (GEA) segundo solicitação dos pesquisadores; participantes de reunião anual promovida pelo GEA, na qual foi possível realizar entrevistas com ex-alunos que se apresentaram espontaneamente.
- Foi feito um questionário, com perguntas abertas, que são aquelas onde o entrevistado tem maior liberdade para responder e não apenas alternativas para escolher. Este procedimento visava acima de tudo trabalhar não só os elementos quantitativos como também os elementos qualitativos, que poderão ser utilizados em vários outros recortes posteriores, pois se procurou investigar os mais diversos aspectos daquela formação escolar, sempre do ponto de vista sociológico.
- A Pesquisa não compara a Pedagogia Waldorf com outros sistemas pedagógicos nem a EWRS com outras escolas Waldorf. Ela ressalta as características que tornam a Pedagogia Waldorf “diferente” e relaciona sete mitos que esta “diferença” suscita (tanto no Brasil como no exterior). Obviamente, existem ainda outros “mitos” que não foram investigados.
- Perfil dos ex-alunos entrevistados
42% do sexo masculino e 58% feminino
58% dos entrevistados entraram na escola no jardim-de-infância
21% ingressaram entre o primeiro e o quarto ano
15% vieram para a Escola entre o quinto e o oitavo ano
6% tornaram-se alunos no Ensino Médio
OS 7 MITOS e um resumo dos resultados obtidos:
1. Os ex-alunos têm muita dificuldade em passar no vestibular
100% dos que prestaram vestibular passaram, sendo 91% na primeira tentativa
2. Só passam em vestibular de faculdades de segunda expressão
68% entraram em faculdades de primeira expressão (segundo classificação do “Provão” do MEC)
3. Não têm capacidade para cursar uma faculdade
92% completaram com êxito o ensino superior
4. A Pedagogia Waldorf só forma artistas
Apenas 12% formaram-se em carreiras artísticas
5. A Pedagogia Waldorf não prepara para o mercado de trabalho
99% estão atuando no mercado de trabalho
6. A Pedagogia Waldorf não prepara para o mundo da competição profissional
84% não se sentiram prejudicados
7. A Pedagogia Waldorf é de doutrinação religiosa
100% não perceberam nenhum tipo de doutrinação religiosa
.
Sobre os pesquisadores
* Wanda Ribeiro (wandar@uol.com.br) é cientista social formada pela Universidade de São Paulo em 2001, onde também graduou-se como Licenciada em Ciências Sociais em 2003. Fez o curso de formação de professores Waldorf de 2003 a 2006. É “mãe Waldorf” desde 2001.
* Juan Pablo de Jesus Pereira (jpjeng@jpjeng.com.br) é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em 1978. Fez o curso de formação de professores Waldorf de 2003 a 2006 e é “pai Waldorf” desde 2001.
A filha do casal, Renata, é aluna da EWRS desde 2001 e atualmente está na nona série (outubro 2007).
A história que os levaram a ela é bastante interessante. Em 1994 Juan Pablo ouviu, por meio de um ex-sócio com quem havia retomado uma sociedade, pela primeira vez em sua vida falar de Rudolf Steiner, de Antroposofia e de Pedagogia Waldorf. A descrição de algumas características desta última deu-lhe um sentimento de já a ter conhecido por toda a sua vida. Uma “paixão à primeira vista”. A partir daí seguiram-se muitas conversas sobre o assunto, leituras e ida às festas juninas e aos “bazares” nas Escolas Waldorf Rudolf Steiner de São Paulo (EWRS) e Francisco de Assis. Em 1998, a ida ao teatro do 8º ano do ano da EWRS acabou por transformar aquela “paixão” em um sólido amor.
Sempre que podia, Juan Pablo falava da Pedagogia nos mais diversos ambientes: em locais de trabalho, com amigos, parentes e, sistematicamente, ouvia as mesmas questões e inquietações: “Ah, com este ‘método’ ” os formados não vão passar no vestibular… não vão conseguir arrumar emprego… essa escola só deve formar artistas…” e muitas, muitas outras questões.
Ele tinha uma certeza “interna” de que nenhuma daquelas afirmações tinha fundamento, mas não tinha como “provar” isto.
O caminho de Wanda foi bastante diverso: Foi por meio de Juan Pablo, também em 1994, que pela primeira vez ela ouviu sobre Pedagogia Waldorf. Para ela, tudo aquilo que ele lhe relatava pareceu muito interessante, porém bastante distante de sua realidade. Além disto foram surgindo algumas dúvidas quanto ao futuro reservado a quem tinha uma formação escolar tão diferente.
Ao freqüentar as referidas festas juninas, os bazares e, finalmente, aquela peça de oitavo ano juntamente com Juan Pablo, surgiram a Wanda outras questões, agora voltadas para âmbitos mais social-antropológicos, tais como: com que visão de mundo os alunos saem dessa escola? Que Pedagogia é essa onde a arte é tão fundamental? Que estarão fazendo agora seus ex-alunos? Que caminhos seguiram? Como estudante de Ciências Sociais na época, veio-lhe a idéia de que essas questões dariam uma ótima pesquisa. Essa intenção, entretanto, acabou sendo adiada por diversos motivos. Apesar de achar que a Pedagogia Waldorf estava distante de sua realidade, os caminhos percorridos na busca de uma escola para o ensino fundamental de sua filha fizeram-na olhar de uma outra forma para a proposta dessa Pedagogia e, então, reconhecer os aspectos pelos quais Juan Pablo tanto se empolgara.
Finalmente, em 2001, o casal finalmente conseguiu colocar a filha, então com 9 anos, no 3º ano da EWRS e, logo a seguir, Juan Pablo começou a participar do Conselho de Pais, tendo trabalhado até o ano de 2004 em praticamente todos os âmbitos possíveis para um pai dentro de uma Escola Waldorf. Qual não foi a sua surpresa, ao freqüentar os âmbitos da Escola, perceber que também ali viviam as mesmas questões e inquietações e não somente em pais novos, o que seria de certa forma até normal, mas também em muitos pais mais antigos e em alguns professores. Isto inquietou-o fortemente durante um bom tempo, culminando com a resolução de que deveria fazer algo a respeito. Percebeu, então, que o caminho seria fazer uma pesquisa com os ex-alunos. Ao comunicar isto à Wanda, “descobriu” que esta era uma idéia que há tempos fazia parte de seus planos.
Decidiram então que, socióloga de formação, Wanda faria uso de seus conhecimentos para elaborar e executar uma pesquisa que se iniciou no segundo semestre de 2003. A investigação foi realizada junto aos ex-alunos, que são os atores do processo e, por isso, os únicos que podem responder com bases “reais” àquelas dúvidas.
Os resultados trouxeram argumentos para suas certezas frente à Pedagogia Waldorf e a vontade de compartilhá-los: “Números não podem expressar a essência do que encontramos nesse caminho e de todos os âmbitos que a Pedagogia Waldorf é capaz de atingir, mas podem dar um aspecto concreto aos resultados”, dizem os pesquisadores.
Sobre a Metodologia
- O campo de investigação escolhido foi a EWRS, primeiro porque é preciso localizar uma pesquisa no tempo e no espaço; segundo, porque ela tem um universo de ex-alunos suficiente para constituir uma base confiável para uma amostra estatística; terceiro, por ser a pioneira no Brasil, tendo diversas gerações de alunos egressos, o que nos dá uma visão mais ampla dos aspectos tratados neste estudo.
- No total foram entrevistados 135 ex-alunos, mas para este primeiro “recorte” trabalhou-se apenas com aqueles que efetivamente concluíram o ensino médio naquela escola. Assim, temos 108 ex-alunos, formados entre 1975 e 2002. Esses anos foram escolhidos porque 1975 foi o ano de formação da primeira turma do colegial. O ano de 2002 foi escolhido como limite, porque era preciso estabelecer um período que significasse um certo tempo de separação da Escola, para analisar a atuação “no mundo”. O número de 108 ex-alunos representa uma amostra com índice de confiança de 95% para uma margem de erro de 10%. Nesse período, segundo informações da própria escola, o total de formandos é de 1.345 alunos.
- A escolha dos entrevistados foi feita ao acaso e teve como fonte três tipos principais de colaboração: a indicação de pessoas fora do âmbito escolar que de alguma forma conheciam ex-alunos por terem trabalhado junto com eles, por conhecerem seus pais, ou alguma outra forma; a indicação dos próprios ex-alunos entrevistados; um “sorteio” realizado pelo Grupo de Ex-Alunos da Escola (GEA) segundo solicitação dos pesquisadores; participantes de reunião anual promovida pelo GEA, na qual foi possível realizar entrevistas com ex-alunos que se apresentaram espontaneamente.
- Foi feito um questionário, com perguntas abertas, que são aquelas onde o entrevistado tem maior liberdade para responder e não apenas alternativas para escolher. Este procedimento visava acima de tudo trabalhar não só os elementos quantitativos como também os elementos qualitativos, que poderão ser utilizados em vários outros recortes posteriores, pois se procurou investigar os mais diversos aspectos daquela formação escolar, sempre do ponto de vista sociológico.
- A Pesquisa não compara a Pedagogia Waldorf com outros sistemas pedagógicos nem a EWRS com outras escolas Waldorf. Ela ressalta as características que tornam a Pedagogia Waldorf “diferente” e relaciona sete mitos que esta “diferença” suscita (tanto no Brasil como no exterior). Obviamente, existem ainda outros “mitos” que não foram investigados.
- Perfil dos ex-alunos entrevistados
42% do sexo masculino e 58% feminino
58% dos entrevistados entraram na escola no jardim-de-infância
21% ingressaram entre o primeiro e o quarto ano
15% vieram para a Escola entre o quinto e o oitavo ano
6% tornaram-se alunos no Ensino Médio
OS 7 MITOS e um resumo dos resultados obtidos:
1. Os ex-alunos têm muita dificuldade em passar no vestibular
100% dos que prestaram vestibular passaram, sendo 91% na primeira tentativa
2. Só passam em vestibular de faculdades de segunda expressão
68% entraram em faculdades de primeira expressão (segundo classificação do “Provão” do MEC)
3. Não têm capacidade para cursar uma faculdade
92% completaram com êxito o ensino superior
4. A Pedagogia Waldorf só forma artistas
Apenas 12% formaram-se em carreiras artísticas
5. A Pedagogia Waldorf não prepara para o mercado de trabalho
99% estão atuando no mercado de trabalho
6. A Pedagogia Waldorf não prepara para o mundo da competição profissional
84% não se sentiram prejudicados
7. A Pedagogia Waldorf é de doutrinação religiosa
100% não perceberam nenhum tipo de doutrinação religiosa
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Sobre os pesquisadores
* Wanda Ribeiro (wandar@uol.com.br) é cientista social formada pela Universidade de São Paulo em 2001, onde também graduou-se como Licenciada em Ciências Sociais em 2003. Fez o curso de formação de professores Waldorf de 2003 a 2006. É “mãe Waldorf” desde 2001.
* Juan Pablo de Jesus Pereira (jpjeng@jpjeng.com.br) é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em 1978. Fez o curso de formação de professores Waldorf de 2003 a 2006 e é “pai Waldorf” desde 2001.
A filha do casal, Renata, é aluna da EWRS desde 2001 e atualmente está na nona série (outubro 2007).
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Rudolf Steiner

Rudolf Steiner (Kraljevec, fronteira austro-húngara, 27 de Fevereiro de 1861 — Dornach, Suíça, 30 de Março de 1925) foi filósofo, educador, artista e esoterista. Foi fundador da Antroposofia, da Pedagogia Waldorf, da agricultura biodinâmica, da medicina antroposófica e da Euritimia, está última criada em conjunto com a colaboração de sua esposa, [[Marie Steiner-von Sivers
Após terminar os estudos dedicou-se a partir de 1883 a editar as obras científicas de Johann Wolfgang von Goethe. Tornou-se profundo conhecedor da obra de Goethe, escrevendo inúmeras obras sobre este, dedicando-se à explicação do pensamento do autor alemão. Ao mesmo tempo escrevia sobre assuntos filosóficos.
Após um período de vivência em Berlim, Alemanha, no qual sobreviveu como escritor de uma revista literária, Steiner ininterruptamente aderiu a uma trajetória de conferencista e escritor, desenvolvendo a Ciência Espiritual Antroposófica, ou Antroposofia. Inicialmente a expôs ligado à Sociedade Teosófica e, desligado desta, no que fundou sob o nome de Sociedade Antroposófica.
Em Dornach construíram a sede da Sociedade Antroposófica, denominada Goetheanum onde está atualmente a Escola Superior Livre de Ciência Espiritual. O primeiro Goetheanum foi destruído por um incêndio em 1922. Foi reconstruído e tem participação importante na obra de Steiner como um grande centro de contribuições para os campos do Conhecimento Humano. Steiner, entre outras obras, dedicou-se principalmente aos campos da Organização Social, Agricultura, Arquitetura, Medicina, e Pedagogia; também Farmacologia e no tratamento de crianças com a Síndrome de Down, dentro da Pedagogia Curativa.
Oferecendo alternativas além das condições materiais de soluções de todos os problemas dos quais tratou, Steiner obteve reconhecimento mundial. Em todos os continentes surgiram centros de atividades antroposóficas como desdobramentos práticos da Ciência Espiritual por ele desenvolvida.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Antroposofia
Também chamada de "ciência espiritual" , a Antroposofia ("conhecimento do ser humano") é uma filosofia e uma prática que foi erigida por Rudolf Steiner. Ele a apresenta como um caminho para se trilhar em busca da verdade que preenche o abismo historicamente criado desde a escolástica entre fé e ciência. Na visão de Steiner a realidade surge no encontro dos mundos da idéia e da percepção.
Steiner coloca que, ao se pensar sobre o pensar começamos a fazer acesso a uma consciência diferente da cotidiana. A primeira experiência que podemos ter de um conceito que não encontra correspondente nas percepções do mundo é a vivência do próprio Eu. É a primeira instância de uma experiência no puro pensar. A partir daí muito mais pode ser vivenciado no puro pensar, vários conceitos que não encontram correspondentes em percepções físicas, mas para isso Steiner diz ser necessário ampliar nossa a capacidade de nossa consciência e apresenta exercícios para tal.
A base epistemológica da antroposofia está contida na obra A Filosofia da Liberdade, assim como em sua tese de doutorado, Verdade e ciência. Estes e vários outros livros de Steiner anteciparam a gradual superação do idealismo cartesiano e do subjetivismo kantiano da filosofia do século XX. Assim como Edmund Husserl e Ortega y Gasset, Steiner foi profundamente influenciado pelos trabalhos de Franz Brentano, e havia lido Wilhelm Dilthey em detalhe. Por meio de seus primeiros livros, de cunho epistemológico e filosófico, Steiner tornou-se um dos primeiros filósofos europeus a superar a ruptura entre sujeito e objeto que Descartes, a física clássica, e várias forças históricas complexas gravaram na mente humana ao longo de vários séculos.
Steiner definiu a antroposofia como "um caminho de conhecimento para guiar o espiritual do ser humano ao espiritual do universo." O objetivo do antropósofo é tornar-se "mais humano", ao aumentar sua consciência e deliberar sobre seus pensamentos e ações; ou seja, tornar-se um ser "espiritualmente livre".
Steiner ministrou vários ciclos de palestras para médicos, a partir dos quais surgiu um movimento de medicina antroposófica que se espalhou pelo mundo e agora inclui milhares de médicos, psicólogos e terapeutas, e que possui seus próprios hospitais e universidades médicas. Outras vertentes práticas da antroposofia incluem: a arquitetura orgânica (a sede da Sociedade Antroposófica Geral, o Goetheanum, em Dornach, Suíça, é uma amostra dessa arquitetura), a agricultura biodinâmica, a educação infantil e juvenil (pedagogia Waldorf), a farmácia antroposófica, que é uma extensão da homeopática (Wala, Weleda, Sirimim), a nova arte da euritmia ("o movimento como verbo e som visíveis"), e a pedagogia curativa e terapêutica social, em que se destacam os centros denominados Vilas Camphill. O site da Sociedade Antroposófica no Brasil contém inúmeros detalhes sobre todas essas e outras aplicações práticas da Antroposofia.
A obra completa de Steiner, toda publicada, contém cerca de 350 volumes com seus livros e ciclos com as mais de 6.000 palestras que foram estenografadas.
A antroposofia possui seus detratores. Os críticos designaram-na como um culto com similaridades em relação aos movimentos da Nova Era. Não existe culto dentro da Antroposofia mas, mesmo se existisse, seria um que fortemente enfatiza a liberdade individual. Ainda, alguns críticos sustentam que os antropósofos tendem a elevar as opiniões pessoais de Steiner, muitas das quais são estranhas às visões das religiões ortodoxas, da ciência e das humanidades, ao nível de verdades absolutas. Se existe alguma verdade nesta crítica, a maior parte da culpa pertence não a Steiner, mas a seus seguidores. Steiner freqüentemente estimulou seus seguidores a testarem tudo o que ele dizia, e em muitas ocasiões, até mesmo escreveu e implorou a eles que não tomassem nada do que dissesse com base na fé ou autoridade.
Outra crítica afirma que alguns antropósofos parecem distanciar suas atividades públicas da possível inferência de que a antroposofia é baseada sobre elementos esotéricos religiosos, tendendo a apresentá-los ao público como uma filosofia acadêmica não-sectária. Uma dificuldade em avaliar essa crítica é que ela contém um preconceito oculto porque ignora uma questão que a antroposofia procurou levantar e responder: é possível, para aquele que pensa, ser ao mesmo tempo tanto cientificamente quanto espiritualmente cognitivo? A antroposofia afirma que isso é possível. A crítica supramencionada, por outro lado, assume que isso não é possível e, portanto, encontra uma contradição entre a afirmação de um não-sectarismo e um embasamento na experiência supra-sensível.
Steiner coloca que, ao se pensar sobre o pensar começamos a fazer acesso a uma consciência diferente da cotidiana. A primeira experiência que podemos ter de um conceito que não encontra correspondente nas percepções do mundo é a vivência do próprio Eu. É a primeira instância de uma experiência no puro pensar. A partir daí muito mais pode ser vivenciado no puro pensar, vários conceitos que não encontram correspondentes em percepções físicas, mas para isso Steiner diz ser necessário ampliar nossa a capacidade de nossa consciência e apresenta exercícios para tal.
A base epistemológica da antroposofia está contida na obra A Filosofia da Liberdade, assim como em sua tese de doutorado, Verdade e ciência. Estes e vários outros livros de Steiner anteciparam a gradual superação do idealismo cartesiano e do subjetivismo kantiano da filosofia do século XX. Assim como Edmund Husserl e Ortega y Gasset, Steiner foi profundamente influenciado pelos trabalhos de Franz Brentano, e havia lido Wilhelm Dilthey em detalhe. Por meio de seus primeiros livros, de cunho epistemológico e filosófico, Steiner tornou-se um dos primeiros filósofos europeus a superar a ruptura entre sujeito e objeto que Descartes, a física clássica, e várias forças históricas complexas gravaram na mente humana ao longo de vários séculos.
Steiner definiu a antroposofia como "um caminho de conhecimento para guiar o espiritual do ser humano ao espiritual do universo." O objetivo do antropósofo é tornar-se "mais humano", ao aumentar sua consciência e deliberar sobre seus pensamentos e ações; ou seja, tornar-se um ser "espiritualmente livre".
Steiner ministrou vários ciclos de palestras para médicos, a partir dos quais surgiu um movimento de medicina antroposófica que se espalhou pelo mundo e agora inclui milhares de médicos, psicólogos e terapeutas, e que possui seus próprios hospitais e universidades médicas. Outras vertentes práticas da antroposofia incluem: a arquitetura orgânica (a sede da Sociedade Antroposófica Geral, o Goetheanum, em Dornach, Suíça, é uma amostra dessa arquitetura), a agricultura biodinâmica, a educação infantil e juvenil (pedagogia Waldorf), a farmácia antroposófica, que é uma extensão da homeopática (Wala, Weleda, Sirimim), a nova arte da euritmia ("o movimento como verbo e som visíveis"), e a pedagogia curativa e terapêutica social, em que se destacam os centros denominados Vilas Camphill. O site da Sociedade Antroposófica no Brasil contém inúmeros detalhes sobre todas essas e outras aplicações práticas da Antroposofia.
A obra completa de Steiner, toda publicada, contém cerca de 350 volumes com seus livros e ciclos com as mais de 6.000 palestras que foram estenografadas.
A antroposofia possui seus detratores. Os críticos designaram-na como um culto com similaridades em relação aos movimentos da Nova Era. Não existe culto dentro da Antroposofia mas, mesmo se existisse, seria um que fortemente enfatiza a liberdade individual. Ainda, alguns críticos sustentam que os antropósofos tendem a elevar as opiniões pessoais de Steiner, muitas das quais são estranhas às visões das religiões ortodoxas, da ciência e das humanidades, ao nível de verdades absolutas. Se existe alguma verdade nesta crítica, a maior parte da culpa pertence não a Steiner, mas a seus seguidores. Steiner freqüentemente estimulou seus seguidores a testarem tudo o que ele dizia, e em muitas ocasiões, até mesmo escreveu e implorou a eles que não tomassem nada do que dissesse com base na fé ou autoridade.
Outra crítica afirma que alguns antropósofos parecem distanciar suas atividades públicas da possível inferência de que a antroposofia é baseada sobre elementos esotéricos religiosos, tendendo a apresentá-los ao público como uma filosofia acadêmica não-sectária. Uma dificuldade em avaliar essa crítica é que ela contém um preconceito oculto porque ignora uma questão que a antroposofia procurou levantar e responder: é possível, para aquele que pensa, ser ao mesmo tempo tanto cientificamente quanto espiritualmente cognitivo? A antroposofia afirma que isso é possível. A crítica supramencionada, por outro lado, assume que isso não é possível e, portanto, encontra uma contradição entre a afirmação de um não-sectarismo e um embasamento na experiência supra-sensível.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Pedagogia Waldorf
A Pedagogia Waldorf é um dos desenvolvimentos das teorias de Rudolf Steiner, além da medicina antroposófica e a agricultura biodinâmica.
Introduzida por Rudolf Steiner em 1919, em Estugarda, Alemanha, uma das principais características da pedagogia é o embasamento na concepção de desenvolvimento do ser humano, criada pelo próprio Rudolf Steiner, que leva em conta as diferentes características das crianças e jovens, segundo sua idade aproximada. Um mesmo assunto é abordado várias vezes durante o ciclo escolar, mas nunca da mesma maneira, e sempre respeitando a capacidade de compreensão da criança.
Para atingir a formação do ser humano, a pedagogia atua no desenvolvimento físico, anímico e espiritual do aluno, incentivando o querer (agir) por meio da atividade corpórea das crianças em quase todas as aulas. O sentir é estimulado na constante abordagem artística e nas atividades artesanais específicas para cada idade. O pensar é cultivado paulatinamente, desde a imaginação incentivada por meio de contos, lendas e mitos – no início da escolaridade –, até o pensar abstrato rigorosamente científico do Ensino Médio (colegial).
Uma das características marcantes da Pedagogia Waldorf é o fato de não se exigir do aluno, ou cultivar precocemente o pensar abstrato (intelectual).
Uma escola que segue o modelo pedagógico Waldorf, na Alemanha.Almeja-se que as aulas sejam um preparo para a vida. Procura-se desenvolver as qualidades necessárias para que os jovens floresçam e saibam lidar com as constantes e velozes mudanças que se apresentam no mundo, com criatividade, flexibilidade, responsabilidade e capacidade de questionamento.
Entende-se que o jovem, cada vez mais, precisa ser articulado e capaz de se comunicar claramente, tanto se abrindo para o que os outros têm a dizer como encontrando a melhor forma para expressar seus pensamentos ao mundo. Para tanto, a Pedagogia Waldorf, segundo seus adeptos, permanece revolucionária até os dias de hoje.
Introduzida por Rudolf Steiner em 1919, em Estugarda, Alemanha, uma das principais características da pedagogia é o embasamento na concepção de desenvolvimento do ser humano, criada pelo próprio Rudolf Steiner, que leva em conta as diferentes características das crianças e jovens, segundo sua idade aproximada. Um mesmo assunto é abordado várias vezes durante o ciclo escolar, mas nunca da mesma maneira, e sempre respeitando a capacidade de compreensão da criança.
Para atingir a formação do ser humano, a pedagogia atua no desenvolvimento físico, anímico e espiritual do aluno, incentivando o querer (agir) por meio da atividade corpórea das crianças em quase todas as aulas. O sentir é estimulado na constante abordagem artística e nas atividades artesanais específicas para cada idade. O pensar é cultivado paulatinamente, desde a imaginação incentivada por meio de contos, lendas e mitos – no início da escolaridade –, até o pensar abstrato rigorosamente científico do Ensino Médio (colegial).
Uma das características marcantes da Pedagogia Waldorf é o fato de não se exigir do aluno, ou cultivar precocemente o pensar abstrato (intelectual).
Uma escola que segue o modelo pedagógico Waldorf, na Alemanha.Almeja-se que as aulas sejam um preparo para a vida. Procura-se desenvolver as qualidades necessárias para que os jovens floresçam e saibam lidar com as constantes e velozes mudanças que se apresentam no mundo, com criatividade, flexibilidade, responsabilidade e capacidade de questionamento.
Entende-se que o jovem, cada vez mais, precisa ser articulado e capaz de se comunicar claramente, tanto se abrindo para o que os outros têm a dizer como encontrando a melhor forma para expressar seus pensamentos ao mundo. Para tanto, a Pedagogia Waldorf, segundo seus adeptos, permanece revolucionária até os dias de hoje.
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